
Caso de uso
Como montar o recurso de sessões de fisioterapia glosadas
Um exemplo montado do começo ao fim, com um pacote de sessões parcialmente glosado por quantidade e por evolução. Mostra o que...
Regulamentação
O TISS é o idioma obrigatório entre clínica e operadora na saúde suplementar. Saber o que a norma define e o que fica por conta do contrato evita discussão perdida com a auditoria.
O padrão TISS organiza a troca de informações entre prestadores e operadoras de planos de saúde, desde a autorização até o faturamento, pagamento e recurso de glosa. Para a clínica, entender essa regra ajuda a separar o que é exigência da ANS do que depende do contrato com cada convênio.
O padrão TISS ANS é o conjunto de regras para a Troca de Informação em Saúde Suplementar. Ele foi criado para que clínicas, hospitais, profissionais e operadoras usem uma linguagem comum ao registrar atendimentos, procedimentos, diagnósticos, cobranças e respostas de pagamento.
A obrigatoriedade está disciplinada pela Resolução Normativa nº 305, de 9 de outubro de 2012, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS. Este artigo considera as informações disponíveis no portal da ANS sobre o padrão TISS, em consulta realizada em 24 de junho de 2024.
Para aprofundar: Recurso de sessões de fisioterapia.
Na prática, o padrão se aplica à relação entre a clínica credenciada e a operadora de saúde suplementar. Não é uma regra voltada ao atendimento particular ou ao SUS, embora o sistema de gestão possa usar cadastros e rotinas semelhantes.
A ANS instituiu o padrão para reduzir divergências na comunicação e permitir que informações clínicas e administrativas circulem de modo estruturado. Isso não significa que todas as operadoras tenham exatamente o mesmo portal, prazo ou regra de pagamento. O formato da informação é padronizado, mas parte importante da operação continua sendo contratual.
Para quem vê a expressão TISS no sistema de gestão pela primeira vez, a ideia central é simples: a clínica precisa preencher e transmitir dados em um padrão aceito pela operadora. A guia emitida no sistema é apenas uma parte desse processo.
O TISS não se resume às guias. A ANS divide o padrão em quatro componentes, que funcionam juntos na rotina de faturamento e auditoria.
Para a clínica, esses componentes aparecem em situações concretas. O conteúdo e a estrutura influenciam o preenchimento da guia. A representação de conceitos aparece quando o sistema pede um código de procedimento ou uma tabela. A comunicação entra no envio do lote e no retorno da operadora.
Já segurança e privacidade exigem cuidado com acessos ao sistema, senhas compartilhadas, computadores sem bloqueio e envio de documentos por canais inadequados. Informações de saúde são dados pessoais sensíveis pela LGPD, portanto a clínica deve limitar o acesso de cada colaborador ao que ele realmente precisa usar.
A dúvida “guias TISS quais são” costuma surgir quando a clínica precisa escolher um documento no sistema ou interpretar uma glosa. Nem toda guia será usada por todos os tipos de prestador, mas é importante conhecer as principais.
| Guia | Para que serve |
|---|---|
| Guia de Consulta | Registra consultas realizadas por profissional ou estabelecimento, conforme o fluxo definido pela operadora. |
| Guia de SP/SADT | É usada para serviços profissionais, exames, procedimentos e terapias, além de serviços auxiliares de diagnóstico e terapia. É frequente em fisioterapia, clínicas de especialidades e parte da operação odontológica. |
| Guia de Resumo de Internação | Consolida informações da internação, incluindo os serviços e itens vinculados ao período internado. |
| Guia de Honorário Individual | Registra a cobrança de honorários profissionais quando ela ocorre de forma individualizada. |
| Guia de Recurso de Glosa | Formaliza a contestação de itens glosados pela operadora, com identificação da cobrança, motivo da discordância e documentação de apoio. |
A guia de consulta não deve ser usada apenas porque o atendimento ocorreu em consultório. A escolha depende do tipo de serviço faturado, do credenciamento, da regra operacional da operadora e do fluxo contratado para aquele procedimento.
A guia de SP/SADT merece atenção especial porque concentra muitos erros de preenchimento. Código incompatível com a execução, quantidade divergente, ausência de autorização, data fora da vigência ou falta de informação clínica podem gerar rejeição no envio ou glosa posterior.
A guia de recurso de glosa não é uma nova cobrança. Ela serve para pedir a revisão de uma cobrança já analisada e glosada. Para funcionar, precisa apontar exatamente qual item está sendo contestado, qual foi a justificativa da operadora e qual documento demonstra que a cobrança estava correta.
Em vez de reenviar a mesma conta sem análise, a clínica deve conferir o demonstrativo de pagamento, localizar o código da glosa e relacioná-lo à guia original, à autorização, ao prontuário e aos demais comprovantes pertinentes. O documento necessário varia conforme o motivo da glosa e a exigência contratual.
Uma fonte comum de confusão é imaginar que o padrão TISS define todos os detalhes financeiros da relação entre clínica e convênio. Não define. A norma organiza a comunicação, mas o contrato e os manuais operacionais de cada operadora continuam determinando vários pontos da rotina.
Para aplicar isso no dia a dia, conheça a conferência de contas sobre o padrão TISS da Deglosa.
| Tema | Regra principal |
|---|---|
| Estrutura das guias e informações transmitidas | Padrão TISS e seus componentes. |
| Códigos e terminologias utilizados | Tabelas e orientações aplicáveis ao padrão e à operadora. |
| Prazo para envio de contas | Contrato e manual da operadora. |
| Prazo para recurso de glosa | Contrato, manual ou portal da operadora. |
| Valor pago por consulta, sessão ou procedimento | Negociação contratual e tabela de referência adotada. |
| Necessidade de autorização | Regras assistenciais e operacionais da operadora. |
| Documentos exigidos no recurso | Motivo da glosa e orientação da operadora. |
Assim, a clínica não deve assumir que um prazo usado pela Unimed valerá para Bradesco Saúde, SulAmérica, Amil ou operadoras regionais. Mesmo dentro de uma mesma marca, fluxos podem variar conforme a região, o contrato ou o produto atendido.
Também não existe uma tabela única de valores criada pelo TISS. O padrão pode exigir que determinado procedimento seja informado com um código, mas não define automaticamente quanto a clínica receberá por ele.
A atualização do padrão TISS pode afetar layouts de arquivo, versões de guias, tabelas, campos obrigatórios e regras de comunicação. Por isso, não basta o faturista perceber a mudança quando o lote começa a ser rejeitado.
A responsabilidade técnica de adaptar o sistema costuma ser do fornecedor do software, mas a clínica continua responsável por acompanhar a implantação, revisar cadastros e validar o faturamento antes do envio. Uma atualização mal testada pode transformar um problema de configuração em atraso de recebimento.
O esforço não está apenas na atualização do sistema. Ele inclui revisar processos internos, corrigir cadastros antigos e alinhar quem gera a informação clínica com quem faz a cobrança. Em clínicas pequenas, essa tarefa frequentemente recai sobre a sócia ou um único faturista, o que aumenta o risco de a mudança passar despercebida.
O primeiro problema recorrente é tratar a guia como uma formalidade preenchida no fim do mês. Quando dados de autorização, procedimento, profissional executante ou quantidade são conferidos apenas depois do atendimento, faltam elementos para corrigir a conta dentro do prazo.
Leitura complementar: Checklist do demonstrativo da operadora.
O segundo é usar o cadastro do sistema como se ele estivesse sempre atualizado. Código de procedimento, registro profissional, dados da unidade e vínculo do executante precisam de revisão periódica. Uma mudança no convênio ou no sistema pode deixar um dado antigo ativo e causar rejeições em série.
O terceiro é confundir rejeição com glosa. Rejeição normalmente impede o processamento do envio por erro de formato, campo ou validação. Glosa ocorre depois da análise da cobrança, quando a operadora deixa de pagar total ou parcialmente um item apresentado.
Para corrigir, a clínica deve criar uma conferência mínima antes do fechamento: guia, autorização quando aplicável, procedimento executado, assinatura ou registro assistencial exigido, código informado, quantidade e dados do beneficiário. Depois do pagamento, deve conciliar o demonstrativo com o lote enviado e separar rapidamente os itens que exigem recurso.
O padrão TISS organiza a forma como a clínica conversa com a operadora, mas não substitui a leitura do contrato, dos manuais e dos demonstrativos de pagamento. Conhecer as guias, acompanhar versões e manter cadastros corretos reduz falhas que interrompem o ciclo de faturamento.
Quando a glosa já aconteceu, a guia de recurso de glosa exige análise do motivo, da conta original e dos documentos de suporte. A Deglosa atua nessa etapa posterior ao envio da guia, identificando glosas, explicando os motivos e organizando o recurso para protocolo dentro do prazo. Para entender como isso se encaixa na rotina da clínica, peça uma demonstração.
Este conteúdo é assinado por Jimenez Julien, editor do Deglosa.
Conhecer o padrão ajuda, mas a conferência continua sendo linha a linha todo mês. A Deglosa faz esse cruzamento sobre a estrutura do TISS e devolve o que não foi pago.
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Envie um demonstrativo já respondido pela operadora, mesmo de um mês antigo, e a gente devolve a conferência linha a linha com os motivos de glosa agrupados. Se fizer sentido para a clínica, você entra no acesso antecipado com o preço congelado.